Tag: Turismo e Tecnologia

  • Taxas de Turismo em 2025

    Taxas de Turismo em 2025

    Nos últimos anos, o turismo mundial tem passado por uma transformação silenciosa, mas significativa: o aumento das taxas e cobranças para viajantes internacionais. Seja para conter o turismo de massa, preservar o meio ambiente ou melhorar a infraestrutura, cada vez mais países estão optando por taxar a entrada de visitantes. Neste artigo, vamos explorar as razões por trás dessa tendência, os destinos que já adotaram medidas, e o que isso significa para turistas e agências.

    Capítulo 1: Por que os países estão cobrando taxas dos turistas?

    O turismo representa uma importante fonte de renda para muitos países — especialmente aqueles com economias fortemente baseadas em serviços e hospitalidade. No entanto, o crescimento desordenado do turismo de massa (o chamado “overtourism”) tem gerado sérios impactos:

    • Danos ao meio ambiente e ao patrimônio histórico

    • Custo elevado de manutenção urbana e infraestrutura

    • Aumento no custo de vida para moradores locais

    • Sobrecarga em sistemas de transporte e serviços públicos

    As taxas turísticas surgem, portanto, como uma forma de equilibrar os benefícios econômicos do turismo com a necessidade de preservar o destino para o futuro. Além disso, muitos países usam os valores arrecadados para financiar campanhas de marketing turístico, ações ambientais e melhorias urbanas.

    Capítulo 2: Europa na vanguarda das taxas de turismo

    A Europa tem sido um dos continentes mais impactados pelo turismo em massa — e, como resposta, vários países já adotaram ou estão implementando taxas específicas para turistas.

    Itália: Veneza na linha de frente

    A cidade de Veneza é o caso mais emblemático. Desde abril de 2025, visitantes de um dia precisam pagar uma taxa de €5 para entrar no centro histórico. O objetivo é desestimular o turismo predatório e financiar medidas de conservação.

    Grécia: Taxa de resiliência climática

    A Grécia introduziu a chamada “Climate Resilience Fee”, com valores que variam entre €1,50 e €10 por noite, dependendo da categoria do hotel. A arrecadação será usada para projetos de enfrentamento às mudanças climáticas.

    Espanha: restrições e debates

    Embora não tenha implementado uma taxa nacional, cidades como Barcelona e Palma de Mallorca já cobram impostos locais. Em Málaga, há discussões sobre restringir a venda de imóveis para estrangeiros — uma resposta direta ao aumento da demanda turística e à crise habitacional.

    Capítulo 3: Ásia e o equilíbrio entre turismo e preservação

    Na Ásia, o turismo é um motor de crescimento, mas também uma fonte de desgaste ambiental. Países como Indonésia e Tailândia estão agindo para preservar seus destinos naturais e culturais.

    Bali (Indonésia): taxa ambiental obrigatória

    Desde 2024, turistas que chegam a Bali precisam pagar uma taxa ambiental de US$10. O governo afirma que os recursos serão aplicados na limpeza de praias, preservação cultural e gestão de resíduos.

    Tailândia: taxa de entrada para turistas

    A Tailândia passou a cobrar uma taxa de entrada de THB 300 (cerca de US$9) por viajante internacional que chega por via aérea. A medida visa financiar seguros de viagem públicos e serviços de resgate para turistas em áreas remotas.

    Essas medidas também servem para posicionar os destinos como sustentáveis, um atributo cada vez mais valorizado por turistas conscientes.

    Capítulo 4: Américas e os reflexos no turismo de massa

    As Américas também estão adotando medidas para regular o turismo, especialmente em destinos que recebem cruzeiros ou têm forte apelo ecológico.

    México: taxa para passageiros de cruzeiros

    A partir de 2025, o México implementou uma taxa de US$42 para cada passageiro de navio de cruzeiro que desembarca no país. A arrecadação será direcionada a municípios costeiros, infraestrutura e preservação cultural.

    EUA: regulamentações estaduais

    Nos Estados Unidos, as taxas variam de acordo com o estado. Nova York, por exemplo, implementou impostos para aluguéis de curto prazo (Airbnb e similares). No Havaí, está sendo discutida uma taxa estadual de US$25 por visitante, com foco em preservação ambiental e combate a incêndios.

    Essas medidas, embora polêmicas em alguns locais, buscam uma gestão mais equilibrada do turismo, especialmente onde há grande fluxo de visitantes.

    Capítulo 5: O impacto para os viajantes e as agências

    Para o turista comum, essas taxas podem representar um acréscimo de 5% a 15% no custo total da viagem, especialmente em destinos com hospedagens de valor mais elevado. Por isso, é essencial:

    • Planejar com antecedência e verificar se há taxas locais ou nacionais

    • Consultar agências atualizadas sobre as cobranças específicas

    • Analisar se o valor agregado pela taxa compensa pela qualidade do destino e sua preservação

    Já para as agências e operadoras de turismo, essas taxas representam tanto um desafio quanto uma oportunidade. Explicar ao cliente o porquê das cobranças pode demonstrar transparência e responsabilidade. Além disso, pode ser um diferencial trabalhar com destinos que investem em sustentabilidade e infraestrutura.

    Capítulo 6: Tendências futuras e o papel da tecnologia

    O futuro das taxas de turismo está diretamente ligado a dois fatores: sustentabilidade e tecnologia. Espera-se que nos próximos anos mais países implementem taxas dinâmicas, ou seja:

    • Taxas que variam conforme a estação (alta ou baixa temporada)

    • Cobranças com base no perfil do turista ou tempo de permanência

    • Pagamentos automáticos via aplicativos e QR Codes no momento do check-in

    Além disso, plataformas de reservas e comparadores de preços já estão começando a exibir os custos de forma mais transparente, incluindo as taxas turísticas diretamente no valor final.

    Também veremos o crescimento de iniciativas como o turismo regenerativo, em que o visitante contribui ativamente para a recuperação e valorização do destino — seja por meio de taxas, doações ou participação em projetos locais.

    Conclusão

    As novas taxas no turismo mundial vieram para ficar. Elas refletem uma nova mentalidade de turismo responsável, em que visitar um destino significa também contribuir para sua manutenção e bem-estar da comunidade local.

    Para o turista consciente, isso não é um obstáculo, mas um investimento em experiências mais autênticas e sustentáveis. Para agências, é hora de atualizar os roteiros, educar os clientes e destacar o valor por trás de cada cobrança.

    O mundo está mudando — e o jeito de viajar também.

  • Transformação Digital no Turismo Rural

    Transformação Digital no Turismo Rural

    O turismo rural está passando por uma transformação digital, impulsionada pela tecnologia e inovação. Essa revolução está redefinindo as experiências de viagem, desde reservas online até pagamentos digitais, proporcionando experiências mais personalizadas e sustentáveis. Exploraremos como a digitalização está impactando o turismo rural, promovendo empreendedorismo e conectividade no campo.

    A Transformação Digital no Turismo Rural

    A inovação tecnológica no turismo rural não apenas está transformando a experiência dos visitantes, mas também está desempenhando um papel crucial na promoção de práticas sustentáveis. O uso efetivo da tecnologia na gestão de propriedades rurais está facilitando a adoção de métodos agrícolas e turísticos que respeitam e preservam o meio ambiente. Ferramentas de gestão avançadas permitem um controle mais preciso sobre o uso de recursos naturais, como água e energia, minimizando o desperdício e promovendo a sustentabilidade.

    O marketing digital emerge como um aliado poderoso na promoção de destinos turísticos rurais sustentáveis. Ao destacar práticas responsáveis e experiências autênticas que valorizam a preservação ambiental e cultural, o marketing digital atrai turistas que partilham desses valores. Isso não apenas ajuda a educar os visitantes sobre a importância da sustentabilidade, mas também gera uma demanda por turismo que apoie a conservação.

    Além disso, a conectividade no campo está abrindo novas portas para o turismo educativo e experiencial, permitindo que os visitantes aprendam sobre a flora, fauna e tradições locais de maneira interativa e imersiva. Este tipo de turismo conscientiza sobre a importância da preservação ambiental e promove práticas sustentáveis entre os visitantes.

    Por fim, a tecnologia está desempenhando um papel vital na promoção da economia digital nas áreas rurais. Plataformas online e aplicativos facilitam a venda de produtos locais para um público mais amplo, gerando renda adicional para as comunidades e incentivando a produção sustentável. Esta integração da tecnologia com o turismo rural não apenas ajuda na preservação do ambiente, mas também beneficia economicamente as comunidades locais, criando um ciclo virtuoso de sustentabilidade e inovação.

    Inovação e Sustentabilidade no Turismo Rural

    A inovação tecnológica no turismo rural tem se mostrado uma ferramenta fundamental na promoção de práticas sustentáveis, contribuindo significativamente para a gestão eficaz de propriedades rurais e a preservação ambiental. Através da implementação de sistemas de gestão inteligentes, estas propriedades agora podem monitorar o uso de recursos naturais, otimizando o consumo de água e energia e reduzindo o desperdício. Esta eficiência não apenas reduz o impacto ambiental, como também gera economias significativas para os proprietários, promovendo ao mesmo tempo o turismo sustentável.

    O marketing digital emerge como um importante aliado na promoção de destinos sustentáveis. Com o poder de alcançar um público global, as estratégias digitais permitem destacar as práticas responsáveis adotadas por destinos rurais e atrair turistas que valorizam iniciativas ecológicas. Campanhas online, conteúdo informativo e interativo, e a utilização de redes sociais são apenas alguns dos métodos que estabelecem uma forte presença digital, incentivando o turismo consciente e responsável.

    Por outro lado, a conectividade no campo abre um novo mundo de possibilidades para explorar áreas rurais de forma educativa. Aplicativos móveis e plataformas online oferecem aos turistas mapas interativos, trilhas ecológicas e informações detalhadas sobre a fauna e flora local, promovendo uma aproximação respeitosa com o meio ambiente. Esta tecnologia não só ajuda a minimizar o impacto turístico sobre os ecossistemas naturais, mas também valoriza o patrimônio cultural e biológico das regiões rurais, enriquecendo a experiência dos visitantes.

    Além disso, a penetração da economia digital nas áreas rurais promove um crescimento econômico inclusivo, permitindo que as comunidades locais se beneficiem diretamente do turismo. Plataformas de e-commerce e sistemas de pagamento digital facilitam a aquisição de produtos locais, artesanatos e experiências autênticas, fornecendo aos turistas uma maneira direta de apoiar a economia local de maneira sustentável.

    Em suma, a tecnologia no turismo rural não apenas redefine a maneira como exploramos e interagimos com o ambiente rural, mas também assume um papel crucial no fomento de práticas turísticas responsáveis e na preservação do nosso planeta para as gerações futuras.

    Empreendedorismo e Negócios no Turismo Tecnológico

    A transformação digital no turismo rural não apenas inova na oferta de experiências mas também se revela como um pilar fundamental para o empreendedorismo e o desenvolvimento de novos negócios. A tecnologia tem sido uma alavanca para que empreendedores rurais não apenas promovam, mas também expandam seus negócios de maneira sustentável, facilitando a venda de produtos locais diretamente aos consumidores sem intermediários, promovendo assim a economia local.

    A análise de dados, nesse contexto, desempenha um papel crucial. Através dela, é possível obter insights sobre preferências e comportamentos de visitantes, permitindo que negócios rurais otimizem suas operações e personalizem as experiências oferecidas aos turistas. Isso se traduz não apenas em uma maior satisfação do cliente, mas também em uma operação mais eficiente e menos depredatória ao meio ambiente.

    Um exemplo emblemático dessa transformação são as plataformas online que conectam turistas a experiências únicas em ambientes rurais, oferecendo desde estadias em casas de campo até workshops de artesanato local e degustações de produtos regionais. Essas plataformas utilizam algoritmos sofisticados para recomendar atividades baseadas no perfil e nas preferências de cada usuário, proporcionando uma experiência altamente personalizada.

    Além disso, a digitalização facilitou a gestão de propriedades rurais, permitindo uma administração mais eficaz de reservas, pagamentos e promoções. Ferramentas de gestão integrada, que incorporam sistemas de reservas online, gestão de feedback dos clientes e marketing digital, têm permitido a pequenos negócios rurais aumentarem sua visibilidade e atratividade.

    Um caso de sucesso notável é o de regiões que utilizaram a tecnologia para se reposicionar no mercado de turismo rural, atraindo um fluxo constante de visitantes interessados em experiências autênticas e sustentáveis. Empreendimentos que integraram tecnologias de realidade aumentada em trilhas naturais, por exemplo, conseguiram não só enriquecer a experiência dos visitantes, mas também educá-los sobre a importância da preservação ambiental.

    Essas iniciativas demonstram como a transformação digital no turismo rural está criando um ecossistema em que negócios podem prosperar de forma sustentável, contribuindo para a preservação cultural e ambiental das regiões rurais. Ao adotar tecnologias que potencializam o empreendedorismo local e facilitam o acesso ao mercado global, o turismo rural digitalizado está se estabelecendo como um motor econômico robusto e resiliente, alinhado com os princípios do turismo sustentável.

    A Relação Tecnologia, Turismo e Meio Ambiente

    A relação sinérgica entre turismo, tecnologia e meio ambiente ocupa um lugar central nas discussões sobre turismo sustentável. Na esteira do empreendedorismo e dos negócios inovadores abordados anteriormente, uma atenção especial deve-se voltar para como a tecnologia está sendo utilizada para monitorar e mitigar o impacto ambiental gerado pelo turismo. Ferramentas de análise de dados, por exemplo, estão permitindo uma compreensão mais profunda sobre os padrões de uso do solo e o consumo de recursos, possibilitando a implementação de medidas de conservação mais eficazes.

    Ademais, plataformas de reservas online e aplicativos de viagens estão incorporando recursos que incentivam práticas sustentáveis, como o aluguel de propriedades ecológicas e a promoção de atividades que tenham baixo impacto ambiental. Isto não apenas conscientiza os turistas sobre a importância da preservação ambiental, mas também destaca a necessidade de segurança digital para proteger suas informações pessoais em um ambiente cada vez mais digitalizado.

    A importância de um equilíbrio saudável entre o progresso tecnológico e a preservação ambiental é inquestionável. Iniciativas que utilizam tecnologias verdes para turismo, tais como aplicativos que guiam turistas em trilhas de baixo impacto utilizando realidade aumentada ou veículos elétricos para transporte local, ressaltam como a inovação pode alavancar uma experiência turística responsável.

    Governos e organizações desempenham papéis cruciais na regulamentação e no incentivo a práticas sustentáveis, garantindo que os avanços tecnológicos no setor do turismo não somente melhorem a experiência do consumidor, mas também protejam e conservem o meio ambiente para as futuras gerações. Projetos de lei e políticas que encorajam investimentos em tecnologias limpas e sustentáveis no setor turístico são fundamentais para esta missão.

    Portanto, ao considerar o futuro do turismo rural digitalizado, deve-se reconhecer a tecnologia não apenas como uma ferramenta para ampliar as oportunidades de negócio, mas como um meio vital para garantir a preservação dos recursos naturais e promover um turismo verdadeiramente sustentável.

    Conclusão

    A evolução tecnológica no turismo rural tem potencial para transformar profundamente a forma como viajamos e nos conectamos com a natureza. Ao integrar práticas sustentáveis e inovadoras, é possível criar ricos ecossistemas turísticos que beneficiam comunidades locais, preservam o meio ambiente e proporcionam experiências memoráveis aos turistas. O futuro do turismo digital exige uma abordagem equilibrada, onde a tecnologia é uma ferramenta para o desenvolvimento sustentável e acessível do turismo rural.

  • DTI (Destinos Turísticos Inteligentes) e seus benefícios

    DTI (Destinos Turísticos Inteligentes) e seus benefícios

    Sabemos que as férias e o lazer vividos fora de casa podem se transformar em experiências úteis, tratando-se de um tipo de “recarga particular” antes da volta ao trabalho. Viajar é integrar-se a outras culturas para compensar as privações que vivemos no cotidiano.

    Com a volta da abertura de praias e atrações turísticas, pessoas tornam a viajar e desfrutar das belezas naturais e materiais do mundo todo.

    Por outro lado, é importante lembrar que o turismo é responsável por gerar impactos ambientais, temporais, econômicos, socioculturais, mercadológicos e humanos. Compreender esses impactos é um grande passo, para optar por destinos mais inteligentes e responsáveis na hora de viajar.

    De acordo com o Ministério do Turismo, os DTI – Destinos Turísticos Inteligentes,  apresentam inovações em seus territórios através da tecnologia e sustentabilidade.

    Hoje vamos nos aprofundar mais nesse assunto e entender quais os benefícios, tanto para profissionais como para os receptores de destinos turísticos.

    De onde vem esse conceito?

    Baseado em nove pilares a serem vistos mais adiante, o conceito nasce em 2012, pela Sociedade Mercantil Estatal para a Gestão de Inovação e das Tecnologias Turísticas SEGITTUR. Com o intuito de contribuir na transformação digital, melhorando a experiência do turista e aumentando a competitividade dos destinos. 

    Com o DTI, esses destinos garantem trazer mais acessibilidade aos atrativos turísticos, acesso a internet gratuita nos locais de visitação e um dos mais importantes, a melhoria na gestão de turismo. 

    De certo, falar sobre turismo, é falar sobre atrativos, práticas, técnicas e habilidades existentes em um destinos que representam um território e sua identidade sociocultural. Portanto, a gestão deve ser pensada para prevenir possíveis impactos e aumentar a duração do destino turístico.

    Quais são os benefícios do DTI para o destino turístico?

    Somente quem está presente no destino turístico sabe de seu funcionamento e suas necessidades. Para que o acesso ao lazer seja mais conectado e responsável, é importante que as comunidades residentes se tornem protagonistas das decisões e das ações, só assim as duas partes trarão benefícios mútuos através do turismo. O DTI apresenta melhoria no uso dos destinos turísticos, com isso, ele gera a criação ou identificação de novos produtos. Com o acesso a tecnologia o destino turístico pode apresentar bens culturais, materiais e imateriais de forma digital, dando acesso aos turistas e visitantes do destino. Além de ampliar o uso sustentável no turismo através de práticas promovidas de forma digital e presencial.

    Se tratando de turismo, políticas públicas e cidadania caminham juntas, esse processo de planejamento e evolução do turismo é crucial para o destino. Além disso, o turismo é incentivo ao desenvolvimento cultural, social e econômico. Com a implementação de tecnologias partindo de alguns pilares, os moradores, profissionais e visitantes passarão a valorizar seus aspectos culturais e naturais.

    Tanto para o turista como para o residente esse desafio apresenta inovações pois, apresenta atenção com relação ao ambiente em que se insere e com a experiência daquele que visita determinado local. Esse conceito destaca a melhoria do desempenho turístico através da competitividade que possibilita comparar o desempenho de cada destino, incluindo sua infraestrutura, mobilidade e conectividade.

    Pilares e métodos para um destino inteligente

    Em um planejamento pensado de acordo com a realidade do Brasil, o Ministério do Turismo junto ao Instituto Argentino Ciudades del Futuro (IFC) da Fundação Ciudad de la Plata e a Sociedade Mercantil Estatal para Gestão da Inovação e as Tecnologias Turísticas (SEGITTUR) da Espanha, definiram métodos através de nove pilares:

    1. Governança: Gerar confiança, gerir os bens públicos com legitimidade e governar com a participação efetiva dos atores estratégicos;
    2. Inovação: Adotar novas práticas e serviços que auxiliem na melhoria da comercialização e competitividade do destino turístico;
    3. Tecnologia: Desenvolver a capacitação e análise da informação em tempo real, contribuir com a sustentabilidade e melhorar a acessibilidade;
    4. Acessibilidade: Assegurar que qualquer visitante tenha a liberdade de viajar sem problemas com o destino, escolher a atividade de lazer de seu interesse e aproveitá-la com plena autonomia;
    5. Sustentabilidade: Proteger, respeitar, preservar e valorizar o ambiente em que se estabelece o turismo garantindo a qualidade de vida dos habitantes;
    6. Segurança: Identificar e promover medidas de controle de riscos, além de disponibilizar informações aos turistas sobre medidas de segurança para uma visita segura;
    7. Promoção e marketing: Focar no relacionamento entre o destino e o turista, apresentando experiências de valor e ações que fortalecem a imagem do destino para seu público
    8. Mobilidade e transporte: Melhorar a mobilidade e conectividade da área através da identificação de infraestrutura e de meios de transporte existentes para o destino; e
    9. Criatividade: Desenvolver criatividade nas políticas públicas, fortalecendo os ecossistemas da cultura e do turismo por meio da economia criativa.

    A sustentabilidade no turismo já foi pauta de muitos artigos desde o início da pandemia, após os canais de Veneza reagirem a falta de turistas no local. Esta e outras atrações tiveram resultados positivos após o período de isolamento total que o mundo presenciou. Com isso, pensar em novas formas de trabalhar com turismo é se adaptar às novas tecnologias, mas também preservar essas atrações para as próximas gerações.

    Esses pilares potencializam um planejamento que tem como visão a melhoria, conectividade e preservação do destino, através de ações de parcerias institucionais e ferramentas que contribuem para um turismo mais responsável e competitivo.

    Metodologias e etapas aplicadas

    São cinco fases de grande importância para um destino inteligente, as primeiras três etapas fazem parte do diagnóstico e planejamento passando pela incorporação, quando o destino assume compromisso por meio de uma carta com o Ministério do turismo, a partir disso ele passa a fazer parte do projeto.

    No diagnóstico é onde o destino será analisado, seu território, aspectos e dados. Na terceira fase, passando por estratégia e planejamento, o destino irá definir seu plano de transformação seguindo os nove pilares anteriormente já apresentados. 

    Na quarta etapa é chegada a hora da execução do programa. E por fim, a quinta etapa, tão importante quanto a primeira, é onde ocorre o acompanhamento para avaliar a execução e verificar a necessidade de renovações ou mudanças de ação caso necessário.

    DTI na prática

    Os DTI são destinos que utilizam de ferramentas que podem disseminar e sistematizar informações. Veja como exemplo, Buenos Aires na Argentina, o local tem uma plataforma digital pública que permite visualizar dinamicamente os principais dados do turismo partindo de diversas fontes de informação, assim como também na capital do Brasil, Brasília no Distrito Federal.

    Outro exemplo é o projeto Innovalia, que aproxima a Inovação Tecnológica Mundial das Micros e pequenas empresas espanholas aumentando a competitividade, atraindo investimentos, incentivando a criação de novas empresas baseadas na tecnologia. O projeto desenvolve os processos de digitalização que facilitam a ligação com outras empresas.

    Algumas ferramentas tais como plataformas, aplicativos, mídias sociais, e também estratégias de marketing podem levar esses destinos a terem mais visibilidade e interação.

    A Moblix é uma Plataforma que contribui com os Destinos Turísticos Inteligentes. Uma plataforma de avanço tecnológico para turismo, onde profissionais e turistas possam se servir das suas diversas funções, como o motor de reservas, integração com fornecedores de produtos turísticos e métodos de pagamento, além de soluções para atendimento ao cliente.

    No final do ano de 2021 a plataforma contou com algumas conquistas de grande importância para o turismo, como o marketplace onde o usuário pode facilitar a revenda de produtos de grandes empresas de turismo e ganhar comissões a cada venda concluída; possibilidade de integração com as consolidadoras Rextur e Esferatur, além de ter mais 2,2 mi acessos e vencer o projeto Catalisa Corp, por apresentar uma plataforma inovadora com intermediação de fornecedores de turismo e turistas através da tecnologia.

    Essas ferramentas podem aumentar o número de buscas por serviços turísticos, além de desenvolver tecnologicamente profissionais para a competitividade que demanda o segmento.