Tag: viagens 2025

  • Curitiba: inovação urbana e sustentabilidade em destaque

    Curitiba: inovação urbana e sustentabilidade em destaque

    Uma cidade modelo para o turismo inteligente

    Em 2025, Curitiba se firma como um dos principais exemplos de turismo urbano inteligente e sustentável na América Latina. A capital do Paraná, que por décadas foi reconhecida por sua eficiência em planejamento urbano, transporte e meio ambiente, passou a integrar diversos rankings internacionais de cidades inovadoras, sustentáveis e com alta qualidade de vida.

    A combinação de natureza integrada ao tecido urbano, investimentos em tecnologia, boas práticas ambientais e cultura pulsante torna Curitiba um destino cada vez mais procurado por turistas que buscam experiências autêuticas, organizadas e inspiradoras. Em um cenário pós-pandemia, onde as pessoas valorizam ainda mais o bem-estar e a mobilidade consciente, Curitiba desponta como referência em turismo regenerativo, acessível e urbano.

    Parques, áreas verdes e mobilidade integrada

    Um dos grandes orgulhos de Curitiba é a forma como a cidade valoriza e protege seus parques e reservas naturais. Com mais de 30 parques e bosques urbanos, Curitiba tem mais de 64 m² de área verde por habitante, superando muitas cidades europeias.

    Destaques como o Jardim Botânico, com sua estufa inspirada nos palácios de cristal de Londres, o Parque Barigui, o Bosque do Papa e o Parque Tanguá atraem não apenas turistas, mas são utilizados diariamente pelos moradores. Além da beleza natural, esses espaços servem como centros de educação ambiental, cultura e bem-estar.

    A mobilidade urbana também é destaque. O sistema de BRT (Bus Rapid Transit), pioneiro no Brasil, continua sendo um modelo replicado internacionalmente. Em 2025, ele se integra a aplicativos inteligentes, ciclovias, aluguel de bicicletas e modais elétricos compartilhados, promovendo deslocamentos acessíveis, rápidos e sustentáveis.

    Cultura, arquitetura e experiências urbanas

    Curitiba também se destaca por sua efervescência cultural. A cidade mescla tradições de diversos povos imigrantes (poloneses, ucranianos, italianos e alemães) com expressões contemporâneas da arte urbana, da música, do teatro e da gastronomia.

    O Museu Oscar Niemeyer (MON) é um dos ícones mais visitados do Brasil, tanto pela arquitetura quanto pelas exposições internacionais. Espaços como o Memorial Ucraniano, o Cine Passeio, a Feirinha do Largo da Ordem e os teatros da Reitoria e Paiol ampliam a oferta cultural durante todos os dias da semana.

    Roteiros a pé pelo centro histórico, visitas guiadas com realidade aumentada, mercados gastronômicos, vinícolas artesanais e restaurantes com foco em ingredientes locais fazem parte da nova geração de produtos turísticos de Curitiba.

    Sustentabilidade, tecnologia e turismo regenerativo

    O que diferencia Curitiba em 2025 é sua capacidade de combinar alta tecnologia com propósito social e ambiental. A cidade possui uma das mais completas agendas de sustentabilidade urbana do Brasil, com metas claras de neutralização de carbono, inclusão digital, gestão de águas pluviais e educação ambiental.

    Turistas têm acesso a mapas digitais interativos, totens informativos com QR Code, sinalização multilíngue e guias em Realidade Aumentada para explorar bairros históricos ou corredores ecológicos.

    Curitiba também promove projetos de turismo regenerativo, incentivando visitantes a participarem de hortas comunitárias, mutirões ecológicos e vivências com artistas locais. A cidade aposta na ideia de que o visitante também pode deixar uma contribuição positiva para o destino, seja plantando uma árvore ou participando de uma oficina criativa.

    Oportunidades para agências e marcas de turismo

    Com a consolidação de Curitiba como destino inteligente, agências de viagens e marcas de turismo encontram um terreno fértil para desenvolver produtos diferenciados. Pacotes que incluem circuitos de arquitetura, retiros urbanos, roteiros sustentáveis e experiências personalizadas têm grande aceitação entre viajantes do Brasil e do exterior.

    A cidade também tem investido fortemente na divulgação digital, com parcerias com influenciadores, eventos de turismo e campanhas de marketing voltadas ao turista consciente, conectado e exigente.

    Com apoio de plataformas como a Moblix, agências podem criar produtos turísticos integrados, com venda 100% online, visual moderno e diferenciais sustentáveis. Curitiba é hoje uma cidade que inspira, acolhe e ensina a viver o futuro das viagens de forma mais consciente, segura e memorável.

  • Lençóis Maranhenses: o paraíso das dunas e lagoas

    Lençóis Maranhenses: o paraíso das dunas e lagoas

    Um espetáculo natural sem igual

    Imagine caminhar por imensos campos de areia branca, que se estendem até onde a vista alcança, intercalados por lagoas de água cristalina em tons de azul e verde. Essa paisagem surreal existe e se chama Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no estado do Maranhão, Brasil.

    Criado em 1981 e protegido como parque nacional, o local abrange mais de 155 mil hectares de dunas, manguezais e restingas. Apesar da aparência de deserto, os Lençóis recebem chuvas regulares durante a estação chuvosa, de janeiro a junho, criando milhares de lagoas temporárias que dão ao local seu aspecto único e encantador.

    Além da paisagem, a biodiversidade impressiona: peixes, aves migratórias e vegetação adaptada tornam o ecossistema dos Lençóis um verdadeiro tesouro natural. Com sua beleza inigualável, o parque atrai não apenas brasileiros, mas visitantes de todo o mundo que buscam aventura, contemplação e experiências inesquecíveis.

    Como chegar e o que explorar

    O acesso principal aos Lençóis Maranhenses é feito pela cidade de Barreirinhas, a cerca de 250 km da capital São Luís. Barreirinhas oferece infraestrutura turística completa, com hotéis, restaurantes, agências de turismo e passeios organizados.

    Outras portas de entrada menos movimentadas — mas cada vez mais valorizadas — são Atins, Santo Amaro do Maranhão e Primeira Cruz. Esses vilarejos proporcionam experiências mais rústicas e contato mais próximo com a cultura local.

    Entre os principais atrativos destacam-se:

    • Lagoa Azul e Lagoa Bonita: ícones do parque, com águas transparentes, dunas imponentes e pôr do sol inesquecível;

    • Canto do Atins: perfeito para quem busca kitesurf, gastronomia local (como o famoso camarão grelhado) e praias desertas;

    • Oásis Baixa Grande e Queimada dos Britos: comunidades isoladas no meio dos lençóis, acessíveis apenas por longas caminhadas, ideais para trekking e turismo de imersão.

    Além das caminhadas e passeios de 4×4, há também voos panorâmicos que revelam do alto toda a grandeza e beleza surreal dos Lençóis Maranhenses.

    Cultura, gastronomia e modo de vida

    A visita aos Lençóis Maranhenses vai além das paisagens naturais. A interação com as comunidades locais revela um estilo de vida simples, baseado na pesca artesanal, criação de pequenos animais e no cultivo de alimentos em oásis escondidos entre as dunas.

    A culinária típica é outro destaque. Pratos à base de peixe, camarão e frutos do mar são abundantes. No Atins, por exemplo, o camarão grelhado servido nas casas locais é considerado um dos melhores do país. Em Barreirinhas, não deixe de experimentar o arroz de cuxá, preparado com vinagreira e outros ingredientes tradicionais maranhenses.

    A cultura local mistura tradições indígenas, africanas e europeias, refletindo-se nas festas populares, na música (como o bumba-meu-boi) e nas histórias contadas pelos moradores mais antigos.

    Participar de uma roda de conversa com um nativo, aprender a cozinhar uma receita típica ou simplesmente ouvir causos sob o céu estrelado são experiências que enriquecem a viagem e criam memórias afetivas profundas.

    A experiência de viver os Lençóis

    A melhor maneira de aproveitar os Lençóis Maranhenses é desacelerar. Caminhar descalço pelas dunas, nadar em lagoas de águas mornas e cristalinas, observar o pôr do sol refletido nas areias brancas e mergulhar nas noites de céu estrelado sem igual.

    Muitos visitantes relatam que a experiência no parque é quase espiritual: o silêncio absoluto, a vastidão da paisagem e a sensação de pequenez diante da natureza criam uma atmosfera de introspecção e encantamento.

    Atividades imperdíveis incluem:

    • Passeio de 4×4: Atravessar campos de areia e visitar lagoas escondidas;

    • Trekking pelos Lençóis: Travessias de vários dias entre Barreirinhas e Atins, dormindo em redes nas comunidades;

    • Passeio de barco pelo Rio Preguiças: Explorando manguezais e pequenas comunidades ribeirinhas;

    • Kitesurf em Atins: Considerado um dos melhores lugares do mundo para o esporte;

    • Voo panorâmico: Uma experiência única que revela o padrão geométrico das dunas visto de cima.

    Seja para quem busca aventura ou contemplação, o destino oferece possibilidades para todos os perfis.

    Turismo consciente e preservação

    Com o crescimento do turismo nos últimos anos, a necessidade de práticas sustentáveis nos Lençóis Maranhenses tornou-se crucial. Preservar o ecossistema frágil das dunas e lagoas exige consciência tanto dos visitantes quanto das operadoras turísticas.

    O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses adota diversas medidas para preservação ambiental, como limitação de acesso a algumas áreas, regulamentação de passeios motorizados e educação ambiental para guias e turistas.

    É essencial que o visitante:

    • Não deixe lixo no parque;

    • Siga apenas as trilhas autorizadas;

    • Respeite a fauna e flora locais;

    • Apoie guias e operadores que sigam práticas de turismo responsável.

    A responsabilidade pela preservação é de todos. Visitar os Lençóis com consciência é garantir que esse patrimônio natural permaneça intacto para as próximas gerações.

  • Taxas de Turismo em 2025

    Taxas de Turismo em 2025

    Nos últimos anos, o turismo mundial tem passado por uma transformação silenciosa, mas significativa: o aumento das taxas e cobranças para viajantes internacionais. Seja para conter o turismo de massa, preservar o meio ambiente ou melhorar a infraestrutura, cada vez mais países estão optando por taxar a entrada de visitantes. Neste artigo, vamos explorar as razões por trás dessa tendência, os destinos que já adotaram medidas, e o que isso significa para turistas e agências.

    Capítulo 1: Por que os países estão cobrando taxas dos turistas?

    O turismo representa uma importante fonte de renda para muitos países — especialmente aqueles com economias fortemente baseadas em serviços e hospitalidade. No entanto, o crescimento desordenado do turismo de massa (o chamado “overtourism”) tem gerado sérios impactos:

    • Danos ao meio ambiente e ao patrimônio histórico

    • Custo elevado de manutenção urbana e infraestrutura

    • Aumento no custo de vida para moradores locais

    • Sobrecarga em sistemas de transporte e serviços públicos

    As taxas turísticas surgem, portanto, como uma forma de equilibrar os benefícios econômicos do turismo com a necessidade de preservar o destino para o futuro. Além disso, muitos países usam os valores arrecadados para financiar campanhas de marketing turístico, ações ambientais e melhorias urbanas.

    Capítulo 2: Europa na vanguarda das taxas de turismo

    A Europa tem sido um dos continentes mais impactados pelo turismo em massa — e, como resposta, vários países já adotaram ou estão implementando taxas específicas para turistas.

    Itália: Veneza na linha de frente

    A cidade de Veneza é o caso mais emblemático. Desde abril de 2025, visitantes de um dia precisam pagar uma taxa de €5 para entrar no centro histórico. O objetivo é desestimular o turismo predatório e financiar medidas de conservação.

    Grécia: Taxa de resiliência climática

    A Grécia introduziu a chamada “Climate Resilience Fee”, com valores que variam entre €1,50 e €10 por noite, dependendo da categoria do hotel. A arrecadação será usada para projetos de enfrentamento às mudanças climáticas.

    Espanha: restrições e debates

    Embora não tenha implementado uma taxa nacional, cidades como Barcelona e Palma de Mallorca já cobram impostos locais. Em Málaga, há discussões sobre restringir a venda de imóveis para estrangeiros — uma resposta direta ao aumento da demanda turística e à crise habitacional.

    Capítulo 3: Ásia e o equilíbrio entre turismo e preservação

    Na Ásia, o turismo é um motor de crescimento, mas também uma fonte de desgaste ambiental. Países como Indonésia e Tailândia estão agindo para preservar seus destinos naturais e culturais.

    Bali (Indonésia): taxa ambiental obrigatória

    Desde 2024, turistas que chegam a Bali precisam pagar uma taxa ambiental de US$10. O governo afirma que os recursos serão aplicados na limpeza de praias, preservação cultural e gestão de resíduos.

    Tailândia: taxa de entrada para turistas

    A Tailândia passou a cobrar uma taxa de entrada de THB 300 (cerca de US$9) por viajante internacional que chega por via aérea. A medida visa financiar seguros de viagem públicos e serviços de resgate para turistas em áreas remotas.

    Essas medidas também servem para posicionar os destinos como sustentáveis, um atributo cada vez mais valorizado por turistas conscientes.

    Capítulo 4: Américas e os reflexos no turismo de massa

    As Américas também estão adotando medidas para regular o turismo, especialmente em destinos que recebem cruzeiros ou têm forte apelo ecológico.

    México: taxa para passageiros de cruzeiros

    A partir de 2025, o México implementou uma taxa de US$42 para cada passageiro de navio de cruzeiro que desembarca no país. A arrecadação será direcionada a municípios costeiros, infraestrutura e preservação cultural.

    EUA: regulamentações estaduais

    Nos Estados Unidos, as taxas variam de acordo com o estado. Nova York, por exemplo, implementou impostos para aluguéis de curto prazo (Airbnb e similares). No Havaí, está sendo discutida uma taxa estadual de US$25 por visitante, com foco em preservação ambiental e combate a incêndios.

    Essas medidas, embora polêmicas em alguns locais, buscam uma gestão mais equilibrada do turismo, especialmente onde há grande fluxo de visitantes.

    Capítulo 5: O impacto para os viajantes e as agências

    Para o turista comum, essas taxas podem representar um acréscimo de 5% a 15% no custo total da viagem, especialmente em destinos com hospedagens de valor mais elevado. Por isso, é essencial:

    • Planejar com antecedência e verificar se há taxas locais ou nacionais

    • Consultar agências atualizadas sobre as cobranças específicas

    • Analisar se o valor agregado pela taxa compensa pela qualidade do destino e sua preservação

    Já para as agências e operadoras de turismo, essas taxas representam tanto um desafio quanto uma oportunidade. Explicar ao cliente o porquê das cobranças pode demonstrar transparência e responsabilidade. Além disso, pode ser um diferencial trabalhar com destinos que investem em sustentabilidade e infraestrutura.

    Capítulo 6: Tendências futuras e o papel da tecnologia

    O futuro das taxas de turismo está diretamente ligado a dois fatores: sustentabilidade e tecnologia. Espera-se que nos próximos anos mais países implementem taxas dinâmicas, ou seja:

    • Taxas que variam conforme a estação (alta ou baixa temporada)

    • Cobranças com base no perfil do turista ou tempo de permanência

    • Pagamentos automáticos via aplicativos e QR Codes no momento do check-in

    Além disso, plataformas de reservas e comparadores de preços já estão começando a exibir os custos de forma mais transparente, incluindo as taxas turísticas diretamente no valor final.

    Também veremos o crescimento de iniciativas como o turismo regenerativo, em que o visitante contribui ativamente para a recuperação e valorização do destino — seja por meio de taxas, doações ou participação em projetos locais.

    Conclusão

    As novas taxas no turismo mundial vieram para ficar. Elas refletem uma nova mentalidade de turismo responsável, em que visitar um destino significa também contribuir para sua manutenção e bem-estar da comunidade local.

    Para o turista consciente, isso não é um obstáculo, mas um investimento em experiências mais autênticas e sustentáveis. Para agências, é hora de atualizar os roteiros, educar os clientes e destacar o valor por trás de cada cobrança.

    O mundo está mudando — e o jeito de viajar também.