Autor: Marcelo Hermes

  • Como um destino inteligente pode alavancar suas vendas

    Como um destino inteligente pode alavancar suas vendas

    1. O que é um destino turístico inteligente

    Um destino turístico inteligente vai além de ter Wi-Fi gratuito ou totens digitais em pontos turísticos. Ele é um local que utiliza tecnologia, conectividade, análise de dados e sustentabilidade para melhorar a experiência do visitante, aumentar a eficiência da gestão pública e impulsionar o desenvolvimento local.

    O conceito parte da premissa de que o turismo deve ser planejado com base em informações concretas sobre o comportamento dos viajantes, capacidade de carga do destino, consumo, mobilidade e preferências. Com esses dados, é possível tomar decisões estratégicas, desenvolver produtos mais atrativos e aumentar a conversão nas vendas.

    Para agências, operadoras e empresas do setor, entender e utilizar os dados gerados por um destino inteligente é uma oportunidade real de diferenciar ofertas, segmentar campanhas e criar experiências sob medida que vendem mais.

    2. Dados que movimentam decisões e aumentam conversões

    Um destino inteligente gera e compartilha dados com seus parceiros. Esses dados podem incluir:

    • Fluxo de visitantes por origem, perfil demográfico e sazonalidade;

    • Pontos mais visitados e tempos médios de permanência;

    • Gastos médios por tipo de turista (solo, família, luxo, mochileiro etc.);

    • Avaliações e comentários mais recorrentes sobre atrativos e serviços;

    • Trilhas de navegação nos canais digitais oficiais do destino.

    Com essas informações, as agências conseguem:

    • Identificar os perfis com maior chance de conversão;

    • Ajustar campanhas para os períodos de maior demanda;

    • Oferecer produtos mais relevantes, evitando atrações com baixa avaliação;

    • Usar storytelling baseado em dados reais, o que aumenta a persuasão.

    É uma mudança de lógica: não se vende mais “o que o destino oferece”, mas sim o que os dados mostram que os turistas realmente valorizam.

    3. Como os destinos inteligentes colaboram com agências e operadoras

    Um dos diferenciais dos destinos inteligentes é a criação de plataformas colaborativas com stakeholders do turismo local, incluindo agências, hotéis, atrativos, guias e transporte.

    Essas plataformas podem fornecer:

    • Acesso a dashboards com dados de ocupação e busca;

    • API para integração com sistemas de reservas;

    • Calendário de eventos com estimativas de público;

    • Conteúdos atualizados para divulgação e marketing digital;

    • Capacitações sobre o uso estratégico de dados no turismo.

    Para as agências, isso significa menos suposições e mais previsibilidade. É possível planejar promoções com base em dados reais, evitar sobreposição de roteiros e adaptar a operação com base no comportamento do mercado.

    Essa inteligência de mercado permite reduzir desperdícios de verba publicitária, aumentar ROI e gerar mais autoridade no discurso comercial.

    4. Casos de sucesso: onde os dados impulsionaram vendas

    Alguns destinos ao redor do mundo já colhem frutos claros da transição para o modelo inteligente. Um exemplo é Valencia, na Espanha, considerada referência global em smart tourism. Lá, os dados são usados para:

    • Redirecionar o fluxo turístico e evitar superlotação em pontos centrais;

    • Melhorar a mobilidade urbana e reduzir tempo de deslocamento dos turistas;

    • Criar experiências personalizadas para diferentes perfis de viajantes;

    • Fornecer indicadores de impacto econômico e social em tempo real.

    No Brasil, cidades como Salvador, Gramado e Florianópolis já iniciaram iniciativas com uso de sensores, inteligência artificial e painéis digitais para coletar e compartilhar dados turísticos.

    Agências que se conectam a esses dados conseguem criar roteiros mais eficientes, oferecer diferenciais competitivos e atender com mais agilidade — o que naturalmente resulta em mais vendas.

    5. Como sua agência pode se beneficiar agora mesmo

    Mesmo que sua cidade ainda não tenha um projeto completo de destino inteligente, você pode buscar informações e se conectar aos dados disponíveis:

    • Monitore o Google Trends para entender buscas por destinos e atrações;

    • Use plataformas como TripAdvisor, Booking e Google Maps para coletar feedbacks e comportamentos dos visitantes;

    • Participe de redes de turismo local ou regional com foco em dados;

    • Invista em CRMs e ferramentas que te ajudem a construir sua própria base de dados sobre o perfil dos seus clientes;

    • Utilize painéis de análise como os oferecidos pela Moblix, que permitem cruzar dados de comportamento com vendas realizadas.

    A inteligência de dados não é exclusiva de governos ou grandes operadoras. Toda agência pode — e deve — começar a tomar decisões com base em informação estruturada.

    Esse é o futuro do turismo: menos achismo, mais precisão. Menos esforço, mais conversão.

  • Políticas de reembolso em tempo real: o legado do coronavírus

    Políticas de reembolso em tempo real: o legado do coronavírus

    1. O impacto da pandemia nas políticas de reembolso

    A pandemia da COVID-19 deixou um dos maiores legados operacionais na indústria do turismo: a reformulação das políticas de reembolso. Com o fechamento repentino de fronteiras, cancelamentos em massa e insegurança generalizada, milhões de viajantes enfrentaram dificuldades para reaver seus pagamentos — gerando frustração, judicialização e perda de confiança.

    Esse cenário obrigou empresas aéreas, hotéis, operadoras e agências a reverem seus processos. O que antes era tratado como exceção, passou a ser regra: o cliente quer clareza, agilidade e resolução imediata. E, para isso, o setor precisou evoluir — incorporando tecnologia, transparência e mecanismos automatizados de reembolso e crédito.

    Hoje, mais do que uma necessidade operacional, oferecer políticas de reembolso em tempo real tornou-se um diferencial competitivo essencial para quem deseja vender com segurança e gerar confiança no novo mercado.

    2. O que mudou: da burocracia à automatização

    Antes da pandemia, os pedidos de reembolso envolviam:

    • Longos formulários manuais;

    • Prazos superiores a 60 dias;

    • Comunicação fragmentada entre cliente, agência e fornecedor;

    • Dificuldade de rastrear o status do pedido.

    Com o avanço das tecnologias SaaS e o uso de APIs integradas entre plataformas, o processo evoluiu. Hoje, soluções modernas permitem:

    • Solicitação de reembolso diretamente pelo sistema;

    • Resposta automática sobre elegibilidade e prazos;

    • Visualização em tempo real do status de cada reembolso;

    • Integração com meios de pagamento e carteiras digitais;

    • Geração de créditos reutilizáveis dentro da mesma agência ou rede.

    A automatização tornou o processo mais rápido, menos propenso a erros e mais amigável ao cliente. E, do lado da agência, reduziu drasticamente o volume de chamados, retrabalho e desgaste na comunicação.

    3. Por que agências devem adotar reembolso inteligente

    No cenário pós-COVID, oferecer reembolso em tempo real vai além de evitar conflitos. É uma forma de:

    • Aumentar a conversão: clientes se sentem mais seguros para comprar sabendo que poderão cancelar ou remarcar com facilidade.

    • Reduzir o abandono de carrinho: especialmente em reservas online, a política flexível é um argumento decisivo.

    • Fortalecer a reputação da marca: agências com políticas claras e transparentes são mais recomendadas.

    • Aumentar a fidelização: clientes que recebem suporte rápido tendem a comprar novamente e indicar.

    • Evitar processos legais: a clareza de regras e a eficiência operacional evitam disputas formais e perdas financeiras.

    Portanto, atualizar sua política de reembolso é um passo estratégico para proteger seu negócio e se posicionar com autoridade em um mercado mais consciente e exigente.

    4. Como estruturar uma política moderna e eficiente

    Uma política de reembolso eficiente deve ser:

    • Clara: escrita em linguagem acessível, com prazos e condições bem definidos;

    • Flexível: oferecendo opções de crédito, remarcação e reembolso parcial ou total, conforme o produto;

    • Automatizada: com formulários digitais, gatilhos automáticos e integração com os fornecedores;

    • Rastreável: com status de acompanhamento em tempo real para o cliente e para a equipe;

    • Padronizada: evitando decisões manuais e subjetivas, com base em regras pré-definidas por tipo de produto.

    Além disso, a política deve estar visível antes da compra, reforçada na finalização do pedido e facilmente acessível no pós-venda. Plataformas como a Moblix já oferecem módulos para gerenciar reembolsos e remarcações com regras pré-configuradas, integradas a fornecedores e meios de pagamento.

    5. O futuro: transparência, dados e fidelização

    O legado do coronavírus no turismo não foi apenas a digitalização forçada — foi a consolidação de uma cultura de responsabilidade com o cliente. Empresas que entenderam isso passaram a investir em processos que não apenas reduzem atritos, mas que transformam reembolsos em oportunidades de fidelização.

    Com a tecnologia atual, é possível:

    • Usar dados de cancelamento para melhorar produtos e ofertas;

    • Oferecer créditos com bônus para quem opta por não reembolsar em dinheiro;

    • Criar relatórios preditivos de churn, baseados na frequência de cancelamentos;

    • Gerar comunicação automatizada e humanizada em momentos sensíveis;

    • Oferecer alternativas em tempo real, com remarcações inteligentes e flexíveis.

    Agências que adotam essas práticas não apenas sobrevivem — elas crescem com mais confiança, mais base recorrente e maior percepção de valor.

    Em um mercado que ainda convive com volatilidade, incertezas e decisões de última hora, ter uma estrutura de reembolso eficiente, visível e confiável será um dos maiores trunfos de quem deseja se manter relevante no novo turismo.

  • Como lidar com a retomada do turismo corporativo pós-COVID

    Como lidar com a retomada do turismo corporativo pós-COVID

    1. O novo cenário das viagens corporativas após a pandemia

    A pandemia da COVID-19 provocou a maior interrupção da história nas viagens corporativas. Durante mais de dois anos, eventos presenciais, reuniões internacionais e deslocamentos de negócios foram substituídos por videoconferências, plataformas digitais e modelos híbridos.

    No entanto, a retomada está em curso. Em 2025, o turismo corporativo volta a crescer, mas com características diferentes do período pré-pandêmico. As empresas estão mais criteriosas, o orçamento mais controlado e o foco passou a ser eficiência, segurança e propósito.

    Agências e gestores que atuam com viagens corporativas precisam entender esse novo perfil para se adaptarem e entregarem soluções inteligentes, flexíveis e de valor agregado. A retomada não é um retorno ao antigo normal — é a consolidação de uma nova lógica de mobilidade profissional.

    2. Quais são as novas exigências das empresas

    As empresas não querem apenas preço ou comodidade. Elas buscam controle, rastreabilidade e ROI (retorno sobre investimento) em cada viagem. Isso exige soluções integradas que ofereçam:

    • Políticas de viagem personalizáveis, com aprovação e compliance automatizados;

    • Sistemas de reserva centralizados, com APIs de voos, hotéis e serviços;

    • Relatórios em tempo real sobre gastos, cancelamentos, economia e desempenho;

    • Assistência 24/7 para emergências, atrasos e imprevistos;

    • Flexibilidade para reagendar ou cancelar sem multas abusivas.

    Além disso, a preocupação com bem-estar do colaborador ganhou força. Empresas passaram a avaliar aspectos como conforto, segurança sanitária, logística e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.

    Agências e consolidadoras que oferecem uma solução completa, com apoio humano e automação inteligente, saem na frente.

    3. Estratégias para adaptar sua agência à nova demanda

    Para atender ao turismo corporativo atual, sua agência precisa evoluir de operadora para parceira estratégica de mobilidade empresarial. Algumas ações fundamentais:

    • Oferecer plataformas com controle de políticas por centro de custo, colaborador e tipo de viagem;

    • Integrar sistemas de aprovação e relatórios com o financeiro da empresa-cliente;

    • Treinar sua equipe para atendimento consultivo e resolução de imprevistos corporativos;

    • Usar dashboards que demonstrem economia, redução de riscos e compliance;

    • Oferecer experiências de viagem otimizadas, com check-in facilitado, escolha de assentos, antecipação e upgrades inteligentes.

    Com isso, sua agência passa a entregar não apenas passagens e hospedagem, mas sim eficiência operacional e resultados mensuráveis para a empresa contratante.

    4. Flexibilidade e segurança como diferenciais obrigatórios

    Duas palavras definem a exigência atual no turismo corporativo: flexibilidade e segurança. A pandemia ensinou que imprevistos podem acontecer a qualquer momento, e que o custo da rigidez é alto — tanto financeiramente quanto em confiança.

    Por isso, priorize:

    • Produtos com política de alteração facilitada;

    • Hotéis e cias aéreas com protocolos confiáveis e políticas adaptáveis;

    • Coberturas de seguro mais amplas, incluindo assistência médica, bagagem e suporte remoto;

    • Monitoramento proativo dos voos, rotas, restrições sanitárias e alertas globais.

    Esses elementos deixam o cliente mais confortável e reduzem o estresse das viagens. Além disso, posicionam sua agência como um fornecedor confiável, mesmo em momentos de instabilidade.

    5. Use a tecnologia a seu favor na retomada

    A retomada das viagens corporativas pós-COVID é marcada pela exigência por dados e automação. Ferramentas como Moblix, por exemplo, permitem que agências criem:

    • Plataformas personalizadas para empresas, com login individual, relatórios gerenciais e integração com ERPs;

    • Reservas com múltiplos níveis de aprovação, por tipo de gasto, local ou tempo de antecedência;

    • Relatórios automatizados com indicadores de desempenho por colaborador, setor ou viagem;

    • Automação de prestação de contas e integração com cartões corporativos e contas digitais.

    Esses recursos garantem visibilidade total das despesas, melhor controle de budget e mais transparência na operação — fatores que os gestores valorizam profundamente na retomada.

    Ao unir tecnologia, atendimento consultivo e produtos adequados, sua agência estará preparada não apenas para sobreviver à retomada, mas para crescer e consolidar-se como referência no turismo corporativo do futuro.

  • Consolidadoras de nicho: a vantagem de produtos especializados

    Consolidadoras de nicho: a vantagem de produtos especializados

    1. A nova era das consolidadoras segmentadas

    Durante muito tempo, consolidadoras eram vistas como canais genéricos de acesso a tarifas aéreas e reservas básicas. Mas com a diversificação dos perfis de viajantes e a explosão de nichos no turismo, surgem as consolidadoras de nicho: empresas que oferecem produtos altamente especializados, alinhados a públicos específicos e com margens mais atrativas.

    Essa nova geração de consolidadoras vai além do inventário padrão. Elas trabalham com roteiros temáticos, fornecedores regionais, experiências exclusivas, atendimento personalizado e suporte especializado — algo que as agências dificilmente conseguem replicar sozinhas.

    Para agências que desejam se destacar com autoridade em mercados específicos, essas parcerias representam um diferencial competitivo real: mais valor percebido, mais conversão e mais fidelização.

    2. O que define uma consolidadora de nicho

    Ao contrário das consolidadoras tradicionais que focam volume, as de nicho priorizam curadoria e segmentação. Elas operam com profundidade, não com amplitude. Seus diferenciais incluem:

    • Especialização temática: consolidadoras focadas em turismo religioso, pedagógico, esportivo, de luxo, ecológico, de saúde, gastronômico, LGBTQIA+, etc.

    • Conhecimento profundo de destinos específicos: América do Sul, Ásia, África, interior do Brasil, regiões indígenas, entre outros.

    • Relação direta com fornecedores locais: garantindo exclusividade e condições diferenciadas.

    • Suporte consultivo: treinamento, capacitação, material promocional e assistência pré e pós-venda.

    • Flexibilidade de montagem: roteiros modulares, experiências personalizadas, combinações sob demanda.

    Essa abordagem torna a agência parceira mais relevante e confiável para o público que deseja algo além do tradicional, abrindo espaço para cobrar mais e entregar mais valor.

    3. Casos de uso: como agências lucram com especialização

    Imagine uma agência focada em grupos religiosos que deseja oferecer roteiros pela Terra Santa. Ao contar com uma consolidadora de nicho nessa vertical, ela tem acesso a:

    • Guias especializados na temática cristã;

    • Hotéis com infraestrutura para grupos religiosos;

    • Alimentação kosher ou halal;

    • Parcerias com igrejas locais e roteiros com significado espiritual;

    • Material personalizado para divulgação, como folhetos litúrgicos.

    Ou uma agência que atende o público LGBTQIA+. Com uma consolidadora especializada, ela recebe:

    • Hospedagem gay-friendly certificada;

    • Experiências culturais voltadas à diversidade;

    • Acompanhamento de guias treinados;

    • Apoio em roteiros para eventos como Parada do Orgulho ou cruzeiros segmentados.

    Nesses exemplos, o valor percebido pelo cliente aumenta muito, e com isso, a agência pode praticar preços superiores com altíssima satisfação.

    4. Vantagens comerciais e operacionais da segmentação

    Trabalhar com consolidadoras especializadas permite à agência:

    • Reduzir concorrência direta, já que o produto oferecido é menos replicável;

    • Aumentar o ticket médio, por se tratar de experiências diferenciadas;

    • Melhorar a fidelização, pois o cliente percebe que foi compreendido em profundidade;

    • Receber suporte mais qualificado, já que o time da consolidadora conhece o segmento a fundo;

    • Atuar com autoridade, o que favorece o posicionamento da marca da agência no mercado.

    Além disso, em muitos casos, essas consolidadoras possuem materiais prontos, treinamentos exclusivos e até apoio para ações de marketing digital, ajudando o agente a gerar demanda de forma mais eficiente.

    Ao invés de disputar por preço no turismo de massa, a agência se posiciona em nichos com público mais engajado e propenso a comprar experiências completas.

    5. Como encontrar e se conectar com uma consolidadora de nicho

    O primeiro passo é entender qual nicho tem mais sinergia com sua agência. Pode ser algo relacionado à localização geográfica, à base de clientes que você já atende ou até aos seus próprios interesses como empresário.

    Depois disso, pesquise:

    • Eventos do setor onde consolidadoras de nicho costumam se apresentar;

    • Comunidades de turismo segmentado, como grupos de Facebook e associações temáticas;

    • Feiras especializadas (religiosas, pedagógicas, esportivas, etc.);

    • Plataformas como a Moblix, que reúnem vários fornecedores especializados em um só lugar.

    Ao iniciar o relacionamento com uma consolidadora segmentada, observe:

    • Se ela entrega valor agregado real (não apenas comissões);

    • Se possui estrutura tecnológica para agilizar processos;

    • Se oferece conteúdo e apoio para você vender melhor.

    A relação ideal é de parceria estratégica — onde a consolidadora entende seu negócio e ajuda a sua agência a dominar o segmento com confiança, repertório e diferenciação.

  • Como uma consolidadora pode ampliar o portfólio da sua agência

    1. O papel estratégico das consolidadoras no turismo atual

    No passado, o relacionamento direto com operadoras e cias aéreas era praticamente obrigatório para agências de viagens crescerem. Hoje, as consolidadoras se tornaram peças-chave para expandir, escalar e profissionalizar a operação, principalmente em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico.

    A consolidadora atua como um intermediário especializado, que conecta agências aos principais fornecedores do setor — companhias aéreas, hotéis, locadoras, seguros e outros serviços — com condições comerciais mais vantajosas, acesso a ferramentas tecnológicas e suporte operacional.

    Ao utilizar uma consolidadora, a agência consegue ampliar seu portfólio com rapidez, oferecendo uma gama de produtos que seria inviável negociar diretamente, especialmente para empresas de menor porte. A consequência direta é o aumento na oferta, competitividade e lucratividade.

    2. O impacto direto na variedade e profundidade da oferta

    Ao integrar sua operação a uma consolidadora bem estruturada, a agência passa a ter acesso imediato a:

    • Tarifas negociadas com dezenas de cias aéreas nacionais e internacionais;

    • Hotéis independentes e grandes redes, com diferentes faixas de preço;

    • Produtos complementares como transfers, passeios, seguros e ingressos;

    • Inventários globais (bancos de camas, GDS e APIs exclusivas);

    • Produtos de nicho, como tarifas net, corporate, consolidadas e promocionais.

    Isso significa que o agente pode atender mais perfis de cliente com mais agilidade, aumentando a conversão. Com uma oferta mais diversificada e robusta, a agência se torna mais competitiva frente a OTAs, marketplaces e grandes operadoras.

    Estudos de mercado mostram que agências que adotam consolidadoras com amplitude digital conseguem aumentar sua oferta total em até 60% — muitas vezes sem necessidade de ampliar o quadro de colaboradores ou fazer grandes investimentos em tecnologia.

    3. Redução de custo e aumento de margem operacional

    Uma das grandes vantagens de trabalhar com consolidadoras é a economia operacional. Em vez de negociar individualmente com cada fornecedor, a agência concentra tudo em uma única relação comercial, com prazos, comissões e suporte integrados.

    Além disso, muitas consolidadoras oferecem:

    • Ferramentas gratuitas ou subsidiadas, como motores de busca e emissão;

    • Sistemas de gestão, com relatórios, dashboards e CRM;

    • Pagamentos centralizados, com prazos flexíveis e facilidade de conciliação;

    • Suporte técnico e de emissão, especialmente em passagens aéreas complexas.

    Com isso, a agência reduz o tempo gasto em tarefas operacionais, melhora o controle financeiro e consegue dedicar mais energia à venda, personalização e fidelização dos clientes. É uma operação mais enxuta, eficiente e escalável.

    4. Tecnologia e API: o motor por trás da escalabilidade

    Consolidadoras modernas vão além da intermediação comercial. Elas se posicionam como plataformas de tecnologia, oferecendo APIs, sistemas white-label, motores de reservas personalizáveis e integrações com marketplaces e sistemas próprios das agências.

    Isso significa que uma agência conectada a uma consolidadora pode:

    • Vender online com estoque em tempo real;

    • Integrar voos, hotéis e serviços em uma única jornada de compra;

    • Oferecer pacotes dinâmicos, ajustados automaticamente ao perfil do cliente;

    • Automatizar emissão, reemissão, relatórios e alertas com mínimo esforço.

    Essa estrutura tecnológica reduz erros, acelera o atendimento e permite competir em igualdade com grandes plataformas — mesmo sendo uma agência de pequeno ou médio porte.

    Ferramentas como as da Moblix, por exemplo, integram múltiplas consolidadoras e fornecedores em um único ambiente, simplificando ainda mais a operação e ampliando a inteligência da gestão.

    5. Como escolher a consolidadora ideal para sua agência

    Nem todas as consolidadoras são iguais. Para garantir que sua agência tenha uma parceria estratégica e lucrativa, é importante considerar os seguintes critérios:

    • Abrangência da oferta: quantidade de produtos, destinos e categorias disponíveis;

    • Qualidade da tecnologia: ferramentas intuitivas, APIs estáveis, sistemas integrados;

    • Condições comerciais: comissões, prazos, incentivos e suporte ao agente;

    • Reputação e relacionamento: histórico de mercado, confiabilidade, política de solução de problemas;

    • Suporte consultivo: treinamentos, atualizações, atendimento humanizado e proativo.

    A melhor consolidadora não é apenas a que tem os melhores preços, mas a que ajuda sua agência a crescer com estabilidade, inteligência e diferenciação.

    Quando bem escolhida, a consolidadora se torna mais do que um fornecedor — ela se transforma em parceira estratégica para escalar seu negócio com sustentabilidade e inovação.

  • Atualização estratégica: reestruture sua oferta

    Atualização estratégica: reestruture sua oferta

    1. O turismo mudou — e sua agência precisa acompanhar

    O mercado de turismo vive uma transformação profunda. Em poucos anos, os modelos tradicionais de oferta se tornaram obsoletos diante do novo comportamento dos viajantes, da digitalização acelerada e das exigências por personalização e sustentabilidade.

    Se antes bastava ter pacotes prontos para destinos populares, hoje o cliente exige experiências sob medida, atendimento rápido e valores alinhados ao seu estilo de vida. Agências que insistem em operar no modelo anterior veem suas conversões caírem e sua base de clientes envelhecer.

    Por outro lado, quem decide fazer uma atualização estratégica pode ganhar novo fôlego, aumentar sua competitividade e expandir suas margens. Atualizar não é apenas mudar o produto — é repensar a proposta de valor, a linguagem, os canais e a relação com o cliente.

    2. Mapeie as tendências e atualize seu portfólio

    A primeira etapa da atualização estratégica é analisar o que mudou no mercado e como isso impacta a sua oferta atual. Entre as principais tendências de 2025, estão:

    • Turismo de experiência e imersão cultural: roteiros focados em vivências locais, encontros autênticos, gastronomia e comunidade.

    • Turismo regenerativo e consciente: com foco em sustentabilidade, impacto positivo e apoio à economia local.

    • Viagens personalizadas: roteiros flexíveis, combináveis e ajustáveis ao perfil do cliente.

    • Bleisure e trabalho remoto: viagens que mesclam lazer e trabalho, com foco em conforto e conectividade.

    • Crescimento de nichos: como turismo pet-friendly, roteiros LGBTQIA+, wellness, ancestralidade, entre outros.

    Atualizar o portfólio significa ir além de trocar os destinos — é adaptar a narrativa, o foco e o posicionamento dos produtos, oferecendo aquilo que o público moderno realmente busca.

    3. Reestruture sua abordagem comercial e canais de venda

    Além do que você vende, é preciso mudar como você vende. A jornada do cliente atual é multicanal, rápida e não linear. Ele pesquisa no Instagram, pede orçamento no WhatsApp, vê avaliações no Google e compra no desktop.

    Por isso, é essencial revisar:

    • A identidade visual e linguagem da sua marca — moderna, empática e alinhada ao novo perfil de viajante.

    • Os canais de atendimento — com presença no Instagram, site responsivo, chatbot ou atendimento humano por WhatsApp.

    • A estratégia de marketing — saindo do modelo promocional e apostando em conteúdo de valor, storytelling e autoridade de nicho.

    • As ferramentas de vendas — como motores de reserva, CRMs, automações de e-mail e integrações com APIs de voos, hotéis e serviços.

    Quem atualiza esses pontos aumenta a taxa de resposta, reduz abandono e fideliza com muito mais facilidade.

    4. Posicione-se como especialista e não apenas como vendedor

    Na nova era do turismo, os clientes não procuram apenas produtos. Eles buscam conhecimento, confiança e curadoria. O agente que atua apenas como operador tende a ser substituído por plataformas automáticas. Já o agente que se posiciona como consultor especializado ganha espaço, mesmo diante da concorrência tecnológica.

    Para isso, é importante:

    • Escolher nichos nos quais você ou sua equipe tenham domínio e paixão.

    • Criar conteúdo educativo e inspirador sobre os destinos e experiências oferecidas.

    • Coletar feedbacks e cases reais de clientes, reforçando sua autoridade.

    • Participar de feiras, rodadas de negócios e eventos estratégicos.

    • Usar dados e históricos de atendimento para personalizar recomendações.

    Dessa forma, sua agência passa a ser vista como referência — e não como mais uma entre tantas. Isso gera valor, justifica preços mais altos e atrai o cliente certo.

    5. Atualização não é um evento, é um processo contínuo

    Muitas empresas tratam a atualização estratégica como algo pontual — um redesign de site ou uma nova linha de produtos. Mas o que realmente gera resultados sustentáveis é tratar a atualização como uma cultura contínua de adaptação.

    Isso inclui:

    • Monitorar tendências de comportamento, tecnologia e consumo regularmente.

    • Analisar dados internos para entender padrões, conversões e necessidades emergentes.

    • Manter uma rotina de testes e ajustes, seja em campanhas, ofertas, atendimento ou canais.

    • Escutar o cliente e adaptar-se rapidamente a novas demandas.

    Ferramentas como plataformas SaaS (como a Moblix) permitem acompanhar tudo isso com dashboards, integrações e relatórios inteligentes — facilitando a tomada de decisão e a execução.

    Atualizar-se é se manter vivo no mercado. É sinalizar ao cliente que sua agência está em sintonia com o que ele espera — ou melhor, com o que ele ainda nem sabe que precisa.

  • O que mudou no perfil do turista em 2025?

    O que mudou no perfil do turista em 2025?

    1. O novo turista: mais exigente, mais conectado e mais consciente

    O perfil do viajante de 2025 mudou — e mudou rápido. Após a pandemia, a digitalização acelerada, os novos modelos de trabalho, e o impacto da sustentabilidade nas decisões de consumo, o turista de hoje é mais conectado, mais consciente e mais exigente do que nunca.

    Ele busca experiências autênticas, personalização, conveniência e propósito. Prefere marcas que respeitam seu tempo, que atendem em múltiplos canais e que oferecem serviços rápidos e sem atrito. Também valoriza destinos que respeitam o meio ambiente, a cultura local e promovem inclusão.

    Para os agentes de viagem, isso representa um ponto de virada: deixar de vender pacotes prontos e passar a construir experiências sob medida, com mais empatia, tecnologia e inteligência de dados.

    2. Comportamentos digitais redefiniram a jornada do viajante

    Antes, o cliente visitava a agência para tirar dúvidas. Hoje, ele chega sabendo mais do que nunca. Já leu avaliações, viu vídeos no YouTube, pesquisou no Instagram e comparou preços em diversos sites. O que ele espera do agente é curadoria, confiança e acesso a soluções exclusivas.

    A jornada de compra começa no mobile, passa pelas redes sociais e pode terminar no WhatsApp, site ou telefone. Ter presença omnichannel deixou de ser diferencial — virou pré-requisito.

    Outro ponto importante: a maioria dos turistas deseja resolver tudo sem burocracia. Isso significa integração de plataformas, pagamentos facilitados, assinaturas eletrônicas e respostas rápidas.

    O agente atualizado precisa se adaptar a essa jornada híbrida, investindo em canais digitais bem estruturados e mantendo o toque humano no centro da estratégia.

    3. Personalização e propósito: o que move o viajante de 2025

    O novo viajante quer mais do que um hotel bem localizado. Ele busca viagens que expressem sua identidade: gastronomia local, roteiros culturais, turismo de experiência, imersões em natureza, espiritualidade ou até voluntariado.

    Ele também valoriza empresas com propósito. Prefere agências que apoiam turismo sustentável, que escolhem fornecedores locais, que evitam exploração ou massificação de destinos.

    Além disso, espera ser tratado como único. Isso envolve usar informações do histórico de viagens, perfil comportamental e interesses para montar propostas personalizadas. Um agente que envia uma oferta genérica não será lembrado. Mas aquele que envia um roteiro com base no estilo de vida do cliente, sim.

    Personalizar é entender quem está do outro lado. É escutar, registrar e sugerir com base no que realmente importa para o cliente.

    4. Tipos de turista que ganharam força em 2025

    Com as transformações dos últimos anos, alguns perfis ganharam destaque no turismo atual:

    • Turista flexível e digital: viaja em datas alternativas, trabalha de forma remota e busca equilíbrio entre trabalho e lazer.

    • Turista de experiência local: prefere vivências culturais autênticas, com contato direto com a comunidade.

    • Turista consciente: se preocupa com pegada de carbono, sustentabilidade e impacto social.

    • Viajante de nicho: busca roteiros voltados para um interesse específico, como fotografia, gastronomia, aventura ou ancestralidade.

    • Viajante solitário ou em pequenos grupos: valoriza introspecção, segurança e personalização.

    Reconhecer e entender essas variações é essencial para que a agência ofereça produtos segmentados e aumente suas chances de conversão e fidelização.

    5. Como o agente pode se atualizar e se destacar

    Com todas essas mudanças, o agente que deseja crescer em 2025 precisa se posicionar como especialista e parceiro de confiança. Algumas estratégias eficazes incluem:

    • Atualizar-se constantemente sobre tendências, comportamento do consumidor e novas ferramentas.

    • Investir em plataformas que integrem dados, CRMs e motores de reserva com foco em agilidade.

    • Utilizar redes sociais com propósito, compartilhando experiências reais, dicas e conteúdos educativos.

    • Oferecer consultorias personalizadas, seja presencialmente, por vídeo ou por chat, com foco na escuta ativa.

    • Registrar e usar o histórico do cliente para criar experiências que surpreendem.

    Mais do que reagir ao novo perfil do viajante, o agente de 2025 deve antecipar desejos e evoluir junto com o mercado. Isso exige não apenas ferramentas modernas, mas principalmente uma mentalidade aberta, empática e centrada no cliente.

  • De agente a consultor: transformando atendimento

    De agente a consultor: transformando atendimento

    1. A nova postura no turismo premium

    O mercado de turismo de luxo não se resume a passagens em classe executiva ou hotéis cinco estrelas. Ele exige um tipo de atendimento que vai além da venda: é consultoria, curadoria e sensibilidade. Cada detalhe conta, e o papel do agente de viagens se transforma em algo muito mais estratégico.

    Nesse cenário, surge o conceito de agente-consultor. É o profissional que domina destinos, entende o estilo de vida do cliente, antecipa desejos e transforma uma compra em uma experiência exclusiva e memorável. Não se trata apenas de fornecer opções, mas de orientar com autoridade e sofisticação.

    Essa mudança de postura tem grande impacto na fidelização, no ticket médio e na imagem da agência. Quem atua como consultor de viagens conquista um público mais exigente e, muitas vezes, mais rentável.

    2. Do atendimento tradicional à curadoria personalizada

    O agente tradicional oferece pacotes, preços e datas. O consultor de viagens oferece visão, propósito e segurança. Ele não pergunta apenas “para onde você quer ir?”, mas “o que você espera dessa viagem?”, “o que gostaria de sentir?”, “qual o motivo por trás dessa escolha?”

    Com essas perguntas, o consultor passa a montar roteiros que dialogam com os valores e expectativas do cliente. Ele seleciona fornecedores alinhados ao padrão de serviço desejado, considera detalhes como restrições alimentares, preferências culturais, estilo de hospedagem, atividades exclusivas, e até o tipo de companhia com quem o cliente viaja.

    Além disso, há a antecipação inteligente: o consultor sabe quando sugerir um upgrade, quando reservar um restaurante com antecedência e até quando oferecer um presente de boas-vindas no destino — gerando um impacto emocional que reforça a experiência como algo único.

    3. Luxo é sobre tempo, atenção e discrição

    Muitas pessoas associam luxo a ostentação, mas no turismo, luxo tem mais a ver com tempo, exclusividade e atenção aos detalhes. O cliente de alto padrão não quer gastar tempo pesquisando, nem lidar com burocracias. Ele espera que o consultor antecipe problemas e entregue soluções prontas, com total discrição.

    Essa lógica exige uma postura de acompanhamento contínuo. O consultor verifica se a reserva foi confirmada, se o transporte está esperando o cliente, se houve atrasos ou mudanças. Ele se coloca à disposição com discrição e agilidade, criando a sensação de estar sempre por perto, mesmo à distância.

    Luxo é também sentir-se único. Ao lembrar da preferência por uma suíte com banheira ou de uma alergia específica, o consultor mostra que valoriza o cliente em sua individualidade — o que gera uma conexão mais profunda e fideliza com naturalidade.

    4. Ferramentas e mindset de um consultor de viagens de alto padrão

    Para se posicionar como consultor no turismo de luxo, o profissional precisa dominar ferramentas, discurso e postura. Algumas estratégias essenciais:

    • CRM detalhado com histórico de preferências, destinos visitados, aniversários, hábitos de consumo e estilo de viagem.

    • Relatórios comparativos para demonstrar valor, exclusividade e economia de tempo.

    • Plataformas integradas com acesso a fornecedores premium, experiências sob medida e parceiros globais.

    • Comunicação sob medida, com linguagem elegante, objetiva e empática.

    • Mindset consultivo, onde a meta não é empurrar uma venda, mas construir uma relação duradoura, baseada em confiança e transparência.

    É importante destacar que o consultor também precisa investir na própria imagem e qualificação. Frequentar eventos do segmento de luxo, participar de famtours estratégicos, estudar novas tendências e manter uma postura impecável são diferenciais perceptíveis no contato com esse público.

    5. Resultados que vão além do financeiro

    Atuar como consultor em vez de agente traz impactos diretos no ticket médio e no tempo de permanência dos clientes na base. Ao entregar uma experiência superior, o profissional gera mais indicações qualificadas, menos trocas de fornecedor e um ciclo de recompra mais curto.

    Mas os resultados vão além do financeiro. Consultores de viagens se tornam referência para seus clientes. Passam a ser procurados não apenas para vender, mas para orientar. Criam autoridade e recebem confiança para operar até viagens sensíveis, como luas de mel, celebrações, viagens com filhos pequenos ou idosos.

    Além disso, esse posicionamento permite que o consultor escolha seus clientes. Atendendo um número menor de pessoas, mas com maior qualidade e retorno, o profissional reduz o desgaste, melhora sua rentabilidade e ganha mais tempo para focar em estratégia e inovação.

    É uma evolução natural para quem deseja construir uma carreira sólida, admirada e respeitada dentro do mercado de turismo.